sexta-feira, 28 de setembro de 2012
CAMEX NEGA QUE VAI DIVULGAR OS 100 ITENS COM ALTA DE IMPOSTO
Em entrevista após uma palestra que proferiu no Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio, o secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Emílio Garófalo, esclareceu que o órgão não conseguirá divulgar nos próximos dias os novos 100 produtos que terão aumento na alíquota sobre importação.
Segundo ele, a Camex divulgará apenas as regras para a confecção da nova lista, que pode receber sugestões do setor produtivo e ainda terá que passar por consulta ao Mercosul. "Já fizemos a primeira lista de 100 produtos. Depois de anunciada a lista, para cumprir a burocracia do Mercosul, ainda tem mais 15 dias úteis. Vale a partir de 1º de outubro", disse ele, esclarecendo as informações prestadas ontem de manhã.
"Na próxima reunião da Camex, dia 17 [de outubro], vamos começar a discutir os critérios para escolher os novos 100 produtos que terão aumento no imposto", explicou..
Segundo Garófalo, o órgão recebe as solicitações do setor produtivo e repassa as sugestões para o grupo de estudo antes de bater o martelo sobre a tributação. "Provavelmente vamos soltar uma resolução pedindo para que os setores produtivos sugiram de novo os produtos, aí reúne o grupo de trabalho e ficam mais seis meses olhando os números dos últimos três anos de importação, consumo interno, efeito na inflação, efeito na cadeia produtiva. É complicado", completou.
Garófalo defendeu que as medidas estão dentro das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e do Mercosul.
"A lista de 100 produtos anunciada antes estava em comum acordo com o Mercosul e absolutamente dentro dos padrões da OMC. Na ultima cúpula do Mercosul, esse número permitido foi elevado para 200", explicou Garófalo.
Fim de investigação
A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) decidiu encerrar, sem aplicação de direito antidumping, a investigação iniciada em abril de 2011 para averiguar a existência de dumping nas exportações de laminados planos revestidos da Austrália, China, Coreia do Sul, Índia e do México, para o Brasil. Segundo Circular publicada no Diário Oficial da União (DOU) de ontem, o fim da investigação se justifica por não ter sido caracterizada a existência de dano à indústria doméstica decorrente das importações a preços de dumping.
A investigação foi motivada por petição apresentada, em outubro de 2010, pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) de investigação de dumping nas exportações para o Brasil de produtos laminados.
Fonte: Diário do Comércio e Indústria
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