quinta-feira, 27 de setembro de 2012

MEDIDAS DO GOVERNO TÊM POUCO IMPACTO NO FATURAMENTO

Apesar de o governo ter divulgado, no início do mês, uma lista de 100 produtos que terão aumento do Imposto de Importação para até 25%, o setor de bens de capital afirma que a medida não causará impacto imediato para fabricantes e só deve beneficiar uma fatia pequena da indústria. "O benefício incidirá apenas sobre as empresas que fabricam os equipamentos contemplados na lista, que são 11 [num universo de mais 1,3 mil máquinas]. É uma gota no oceano", afirmou ontem o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto. O ânimo do setor, no entanto, deve melhorar um pouco graças à balança comercial de bens de capital, que pela primeira vez nos últimos anos registrou queda do déficit no acumulado do ano. De janeiro a agosto, as exportações somaram cerca de US$ 8,2 bilhões, alta de 10% em relação a igual período do ano passado. Já as importações totalizaram US$ 20 bilhões, crescimento de 1,9% na mesma base de comparação. Com isso, o déficit da balança comercial do setor passou para US$ 11,7 bilhões nos primeiros oito meses deste ano, o que representa um recuo de 3,1% em relação ao mesmo período do ano passado. O assessor econômico da presidência da Abimaq, Mário Bernardini, afirma que alguns fatores podem ter contribuído para melhorar o quadro da balança comercial do setor. O primeiro seria a diminuição dos investimentos no País. "O Brasil está investindo menos e, por isso, tem comprado menos, tanto da indústria nacional quanto de importados", diz Bernardini. O segundo fator se refere ao câmbio. "A queda do déficit da balança comercial poderia ser um dos primeiros reflexos do ajuste do câmbio ao patamar de R$ 2", diz Bernardini. O economista destaca, porém, que esse patamar ainda não é o ideal. "Obviamente, hoje o câmbio está mais favorável que no ano passado a R$ 1,60. Mas, para brigar no mercado externo, teria que estar a no mínimo R$ 2,60", diz o economista. O setor fechou o mês de agosto com faturamento de R$ 6,8 bilhões, alta de 2,1% em relação a julho. Na comparação anual, recuou 6,6%. Já no acumulado do ano, o setor faturou R$ 53,6 bilhões, alta de 0,3% ante igual período de 2011. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) fechou o mês de agosto em 75,9%, ante 76% em julho. Fonte: Diário do Comércio e Indústria

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