quarta-feira, 24 de outubro de 2012

ENTRADA DE INVESTIMENTOS NO PAÍS DEVE PASSAR OS US$ 60 BI

O Brasil continua sendo atrativo para os investimentos de companhias externas. Segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central, no mês de setembro os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) no País totalizaram US$ 4,4 bilhões e entre os meses de janeiro a setembro o montante chega a US$ 47,5 bilhões. Para especialistas consultados pelo DCI, o total de IED neste ano deve passar dos US$ 60 bilhões esperados pela autoridade monetária. Para o diretor-presidente do Instituto Fractal, Celso Grisi, o que faz o País ser interessante para os investidores estrangeiros é sua estabilidade. "Nós temos um regime cambial que dá uma certa segurança para o investidor estrangeiro, a gente tá prevendo entrada grandes, inflação mantida, e taxa de juros baixa, País com fundamentos econômicos estáveis e possibilidade de crescimento no ano que vem", disse. O especialista também chama a atenção para as recentes medidas do governo para estímulo a economia como a desoneração de impostos. "Um País com uma carga tributária menor sugere a necessidade de estar nesse País produzindo", disse. Na opinião dele, as concessões de infraestrutura também devem ser interessantes para empresas externas. "Há um grande interesse em entrar em países emergentes cuja estabilidade democrática esteja consumada", completou. Segundo a análise do Banco Itaú Unibanco, divulgada para a imprensa, a instituição financeira prevê uma entrada de IED que totalize US$ 61 bilhões no ano. A agência de risco Austin Rating, também por meio de nota, fixou a expectativa para o dado em US$ 65 bilhões. Para 2013 a entidade prevê alta de 15% do total de IED, totalizando US$ 75 bilhões. O total da entrada de investimentos externos no País foi composto por US$ 2,9 bilhões na modalidade participação no capital e US$ 1,5 bilhão em desembolsos líquidos de empréstimos intercompanhias. Em doze meses, até setembro, os ingressos líquidos de IED somaram US$ 63,9 bilhões, equivalentes 2,75% do PIB. No mês de setembro, o déficit em transações correntes somou US$ 2,6 bilhões e US$ 34,1 bilhões no ano, até setembro, patamar inferior ao registrado no mesmo período de 2011, US$ 36,7 bilhões. Nos doze meses encerrados em setembro, as transações correntes acumularam déficit de US$ 4 9,9 bilhões, equivalente a 2,15% do Produto Interno Bruto (PIB). A conta financeira registrou superávit de US$ 2,5 bilhões no mês. O balanço de pagamentos apresentou superávit de US$ 84 milhões no período. A autoridade monetária espera que o déficit de transações correntes alcance US$ 56 bilhões no acumulado do ano. Para 2013 a Austin Rating prevê que as transações correntes tenham déficit de US$ 58,6 bilhões. Segundo analisou o Itaú, "o destaque do balanço de pagamentos foi o elevado ritmo de captações externas e a saída de fluxo estrangeiro para a Bolsa de Valores. A fraca remessa de lucros e dividendos continua dando o tom do déficit em conta corrente e as viagens internacionais permanecem robustas, apesar da depreciação cambial. Para 2012, mantemos nossa projeção de um déficit em conta corrente equivalente a 2,2% do PIB". Reservas e Dívida As reservas internacionais atingiram US$ 378,7 bilhões em setembro, aumento de US$ 1,5 bilhão em relação ao estoque apurado para agosto. No mês, a receita de remuneração das reservas somou US$ 338 milhões. . A posição estimada da dívida externa total referente a setembro totalizou US$ 309,2 bilhões, elevando-se US$ 6,3 bilhões em relação ao montante apurado para o mês de junho. A dívida externa de longo prazo atingiu US$ 272,1 bilhões, incremento de US$ 6 bilhões ante a posição de junho, enquanto o estoque de curto prazo elevou-se em US$ 263 milhões, e atingiu o montante de US$ 37,2 bilhões. Fonte: Diário do Comércio e Indústria

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