quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Porto pujante exige cultura de qualidade
O porto é um sistema complexo, um centro de intermodalidade por excelência. Vimos no texto anterior alguns dos órgãos envolvidos nas atividades portuárias, todos empenhados em atuar de acordo com suas responsabilidades no processo. O antigo descalabro de acidentes verificados à época do chamado “milagre econômico” na década de 1970 resultou numa tomada de consciência e desenvolvimento de sucessivas orientações legais, chegando à atual NR29, que rege especificamente os procedimentos relativos à segurança do trabalhador portuário.
Em recente seminário, foram apresentados alguns aspectos importantes sobre o tema. Guanito, experiente e dedicado colaborador da área de segurança do trabalho da Codesp, ressaltou a questão da competência, em terra e a bordo. Outra peculiaridade é a questão do trabalho portuário em terminais em localidades remotas, desde que estejam em serviços específicos, por exemplo estufando contêineres, sujeitos, portanto à NR29.
Os contratos de arrendamento no Porto de Santos já preveem obrigatoriedade de obter certificações de qualidade, segurança e saúde ocupacional e meio ambiente. Aí, a implantação de uma cultura de qualidade fundamenta novas posturas, constituindo-se na base de uma atuação responsável e segura. Daí o número decrescente de acidentes em nosso Porto. E uma permanente inovação, para situações de características especiais, como o manuseio de pás eólicas de grandes dimensões, que exigem coordenação da operação de múltiplos equipamentos de içamento para efetuar o embarque com segurança. Oscila o navio, a carga tende a oscilar também.
A integração com a logística é fundamental para a correta movimentação, afinal, a primeira carga que entra é a última a sair, na lógica das movimentações. Continuaremos nesse tema.
Saudações seguras.
* Aureo Emanuel Pasqualeto Figueiredo é engenheiro civil e engenheiro op. mecânico, pós-graduado em Engenharia de Segurança no Trabalho, mestre em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da USP, área de Transportes, doutorando em Engenharia pelo GAESI-Pea-USP. Trabalha há mais de 35 anos em obras de engenharia, nas áreas de construção civil, construção e conservação de ferrovias, Porto de Santos e Ferrovia do Aço. É professor do curso de Engenharia Civil desde 1985, nas disciplinas Projeto e Construção de Estradas, tendo assumido a Direção em 1989, passando em 2004 à Diretoria de Pós Graduação, Pesquisa e Extensão da Unisanta
Fonte: portogente.com.br
Por: Aureo Emanuel Pasqualeto *
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