quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Lucro de empresas brasileiras no exterior foi menor em 2013


Apesar da margem de lucro das empresas brasileiras no exterior terem sofrido retração, as companhias estão positivas com o desempenho fora do País. De acordo com o Ranking das Multinacionais Brasileiras de 2014, elaborado pela Fundação Dom Cabral (FDC), as margens de lucro no exterior sempre foram inferiores às margens obtidas pela atividade das empresas no mercado interno. No entanto, a Fundação ressalta que essa diferença aumentou para 4,4% em 2013. Enquanto a margem interna foi de 13,4%, a externa foi de 9% no ano passado. Já em 2012, essa diferença estava menor, com margem de lucro externa inferior em 3,1% à interna. Sendo o percentual de lucro interno de 13,4% e externo de 10,3%. Mesmo com queda em margem de lucro, o levantamento mostrou que as empresas ficaram satisfeitas com o seu desempenho no mercado internacional, pois esperavam que a crise internacional prejudicaria muito mais suas atividades. "A expectativa para 2014 é positiva. Em função do maior otimismo que as empresas mostraram, é possível que a diferença entre a margem de lucro interna e externa diminua um pouco", diz a pesquisadora da FDC, Lívia Barakat. Um dos destaques do levantamento foi, justamente, as expectativas das companhias com relação às vendas. Foi a primeira vez em que as prospecções de desempenho no mercado internacional estão maiores do que as do mercado doméstico, em uma proporção de 3,8% contra 3,3% (...). "A internacionalização é uma vantagem competitiva para as empresas no próprio mercado brasileiro. Empresas de médio porte relatam, por exemplo, que ganharam maior capacidade de atrair e reter talentos, ao expandirem suas operações no exterior" (...). Segundo a FDC, a tendência é que a empresa aumente o seu índice de internacionalização nos próximos anos já assumiu o controle da Pegatex S.A., uma grande fabricante de adesivos na Colômbia. Cretoiu comenta que a diferença de riscos de internacionalização entre empresas de médio e grande porte, é a reserva de capital para lidar com momentos de crise. "As médias têm menos recursos, por exemplo, para acionar uma consultoria de análises de riscos políticos e econômicos"
DCI
28/08/2014

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