A retomada do interesse em políticas industriais nos últimos anos foi um dos temas citados e defendidos no Relatório de Comércio e Desenvolvimento 2014 da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad). O documento citou o Brasil como um dos países que nunca abandonou o uso de medidas para incentivar a industrialização, mas também como um dos locais de iniciativas recentes neste sentido. “Países como Brasil, China e África do Sul nunca abandonaram realmente o uso de medidas para acelerar a industrialização. Ao contrário, na última década, até adotaram novas iniciativas”, aponta o documento. Mais do que a política industrial, no entanto, a avaliação é de que o país já adotou medidas para estimular a demanda doméstica: — As políticas citadas pela Unctad foram adotadas no Brasil — ressalta Macedo. A defesa do estímulo à demanda doméstica ocorre porque, depois da crise, a Unctad acredita que não é possível esperar que o comércio internacional seja o motor do crescimento econômico – diante de taxas de crescimento menores que as do PIB: — Países em desenvolvimento se caracterizam por uma estrutura com instrumentos ociosos. Pensem nas pessoas nas lavouras, nas empregadas domésticas, ascensoristas. Essas são pessoas subempregadas, que precisam ser empregadas de maneira mais produtiva — explica o professor da Unicamp. A Unctad afirma que o Brasil vem priorizando o crescimento de indústrias e setores-chave e cita como o BNDES tem sido um importante instrumento para o financiamento de longo prazo. O fato de o Brasil não ter assinado acordos bilaterais de comércio facilita, segundo a Unctad, a realização dessa política industrial. “O Brasil está entre os poucos países em desenvolvimento com uma forte rede de bancos de desenvolvimento, com o BNDES no centro. (...)”, aponta o documento. Em outra parte do relatório, a Unctad cita a política industrial como um das alternativas para incentivar o investimento e evitar a atual situação de baixo crescimento no mundo.
O Globo
18/09/2014
Bom, com certeza o Brasil nunca se afugentou dessa responsabilidade, porém também, nós devemos estar no top 3 dos países que mais impossibilitam a capacitação de novos recursos e investimentos com a sua politica monetária,fiscal e de impostos, que elevam consideravelmente o chamado custo Brasil.
ResponderExcluirMuito bom saber que estamos em destaque no cenário industrial mundial, e é muito importante saber que estamos em um avanço positivo é sempre muito bom crescer, ainda mais aqui que empresas são fortemente taxadas e ainda conseguem ter resultados positivos.
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