A Ucrânia vai pedir
oficialmente adesão à União Europeia (UE) em 2020, anunciou hoje (25), em Kiev,
o presidente ucraniano, Petro Poroshenko. "Vou apresentar um programa de
reformas, cuja aplicação permitirá à Ucrânia fazer, em seis anos, um pedido de
adesão à União Europeia", disse Poroshenko, ao discursar em um congresso de
magistrados, segundo sua assessoria de imprensa.
O presidente
ucraniano informou que o plano prevê cerca de 60 reformas, além de programas
especiais, e destacou a reforma do sistema judicial, destinada a restabelecer a
confiança da sociedade na Justiça.
Poroshenko anunciou
também que determinou ao governo renunciar oficialmente ao estatuto de não
alinhado, uma medida que abre caminho à entrada da Ucrânia na Organização do
Tratado do Atlântico Norte (Otan).
A Ucrânia assinou
em junho um acordo de associação com a UE, que foi ratificado em 17 de setembro
pela Rada Suprema (Parlamento ucraniano) e pelo Parlamento europeu.
A crise na Ucrânia
obrigou mais de 500 mil pessoas a abandonarem as casas, informou, no dia 2 de
setembro, a agência da Organização das Nações Unidas para os refugiados,
advertindo que uma escalada da crise poderia "desestabilizar toda a região".
Pelo menos 260 mil pessoas estão deslocadas na Ucrânia e, segundo Moscou, mais
260 mil procuraram asilo na Rússia.
Fonte: Agência Brasil
25/09/2014
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