terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

UE prevê crescimento maior apesar de incertezas políticas com Trump e Brexit


A comissão Europeia elevou as previsões de crescimento da zona do euro para 2017 e 2018, apesar de destacar a "alta incerteza" vinculada à nova administração americana de Donald Trump e ao processo de saída do Reino Unido da União Europeia, o chamado Brexit.
A expansão nos 19 países com a moeda única será de 1,6% em 2017 e de 1,8% em 2018, de acordo com o Executivo comunitário, que nas previsões de novembro indicou altas de 1,5% e de 1,7%, respectivamente. O crescimento para 2016 permanece inalterado, em 1,7%.
"O crescimento continua, mesmo com as incertezas que o colocam à prova", resumiu o comissário europeu de Assuntos Econômicos, Pierre Moscovici.
Donald Trump representa uma das incertezas da Comissão, pois precisa esclarecer sua política em áreas "chaves". Moscovici afirmou, no entanto, que foram levados em consideração vários indícios, como sua posição protecionista a respeito do comércio internacional, algo que pode afetar o acordo em vias de negociação com a UE (TTIP).
Bruxelas também aponta outros fatores de inquietação como as eleições importantes previstas em 2017 na Holanda (março), França (abril, maio e junho) e Alemanha (setembro), países nos quais movimentos de ultradireita e antieuropeus avançam nas pesquisas.
O Brexit permanecem como um fator de incerteza para a Comissão, já que Londres pretende notificar oficialmente nas próximas semanas o desejo de abandonar o bloco, o que deve iniciar até dois anos de negociações complicadas.
Entre os principais países da Eurozona, a Alemanha registrá um leve aumento de 1,6% em 2017 e de 1,8% em 2018, enquanto as previsões para França (1,4% e 1,7%, respectivamente) e Espanha (2,3% e 2,1%) permanecem inalteradas.
Portugal registra um avanço nas expectativas, de 0,9% a 1,3% em 2016, de 1,2% a 1,6% em 2017 e de 1,4% a 1,5% no próximo ano.
A respeito do Reino Unido, a Comissão elevou a previsão de crescimento em 0,5%, a 1,5%, para 2017, mas deixou inalterada em 1,2% a projeção de 2018, quando UE e Londres devem estar em plenas negociações do Brexit.
No conjunto, o crescimento dos 28 países de UE deve atingir 1,9% em 2016 e 1,8% em 2017, resultado que seria repetido em 2018.
Desemprego em queda, inflação crescente
Pela primeira vez desde 2008, ou seja, desde a crise financeira mundial que abalou especialmente as economias do sul da Europa, todos os países registram uma expansão da economia no período analisado, destacou a Comissão.
"A recuperação econômica na Europa continua pelo quinto ano consecutivo", afirma em um comunicado o comissário europeu da moeda única, Valdis Dombrovskis, que fez um apelo, no entanto, para que os países estejam prontos para adaptar-se às "circunstâncias que mudam" e a prosseguir com as reformas estruturais.
Entre os fatores positivos da recuperação, Bruxelas destaca um crescimento real na zona do euro durante 15 trimestres consecutivos e a queda do desemprego, mas que continua "acima dos níveis anteriores à crise" financeira de 2008.
As previsões semestrais da Comissão Europeia apresentam ainda um panorama mais positivo para la taxa de desemprego nos 19 países do euro, que deve cair progressivamente de 10,0% em 2016 para 9,6% em 2017, antes de chegar a 9,1% em 2018.
A inflação registraria uma aceleração na Eurozona de 0,2% em 2016, a 1,7% em 2017 e 1,4% em 2018, próximo da meta do Banco Central Europeu de uma inflação próxima, mas abaixo de 2%.

(Fonte: G1)

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