sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Michel Temer defende no Enaex agenda de reformas para fortalecer as exportações

O presidente Michel Temer defendeu a agenda de reformas do governo como fundamentais para impulsionar o comércio internacional no Brasil, em participação no Encontro Nacional do Comércio Exterior (Enaex). De acordo com Temer, as medidas estruturais contemplam uma agenda de competitividade que contribuirá para reduzir entraves nas exportações e importações.

“No comércio exterior, as reformas proporcionarão a desburocratização, assim como a modernização logística, e ampliação e abertura de mercados. Simplificar processos é essencial para nossos empreendedores produzirem e gerarem empregos”, disse.

O presidente ressaltou que, além de criar estímulos para a industrialização do país, também é prioridade do governo solucionar gargalos de infraestrutura, para agilizar processos nas vendas externas e aquisições das empresas brasileiras.

“Não bastam safras recordes. É preciso escoá-las com eficiência. Nossa infraestrutura deve ser condizente com o vigor do setor produtivo. Por isso queremos atrair investimentos para rodovias, portos e aeroportos, e reformulamos nosso modelo de concessões e parcerias, que hoje é mais racional e flexível”, complementou.

Presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, defendeu que as reformas contribuem para gerar otimismo no setor, gerando impactos positivos de longo prazo. Castro advertiu que é preciso, contudo, criar estímulos mais imediatos para as empresas exportarem, o que, segundo ele, poderia ser feito com a elevação do índice do Reintegra dos atuais 2% para 5%, alternativa já prevista em lei

“Adicionalmente, o programa de privatizações e concessões no setor de infraestrutura de transporte vai reduzir os custos de logística, e junto com o recém lançado Portal Único de Comércio Exterior, formarão a base para a diminuição do Custo-Brasil”, declarou.

Marcos Pereira, ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), pontuou que os acordos comerciais também serão priorizados pelo governo para fortalecer a presença global do Brasil. “Estamos em tratativa com o Canadá, Coréia do Sul, e México, e firmamos acordo comercial com Peru e Colômbia. E pretendemos, prioritariamente, concluir até o fim do ano o acordo, quem sabe até de livre comércio, com a União Europeia”, garantiu.

Maurício Quintella, ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, destacou que o novo decreto do setor de portos abre perspectivas positivas para a atração de investimentos. Com o novo arcabouço regulatório, a expectativa é que o tempo de autorização de novos terminais reduza de três anos para 180 dias.

“Em um ano, autorizamos 39 novas instalações portuárias, uma a cada doze dias de governo. São onze terminais portuários que serão leiloados entre 2017 e primeiro semestre de 2018, totalizando mais de R$1 bilhão em investimentos”, afirmou.

(Fonte: Comex do Brasil)

4 comentários:

  1. O Brasil hoje é um pais com marcos regulatórios atrasados, infraestrutura precária e ineficiente e qualidade humana deficiente, tudo isso nos coloca em posição desfavorável frente as demais potencias mundiais. Considerando nossa proporção continental e a capacidade produtora que detemos, é lamentável a fatia do mercado mundial que nos cabe. Medidas que visam a desburocratização de processos, e o incentivo as atividades de comercio exterior sempre são bem vista, entretanto o cenário é muito mais amplo. Os investimentos nessa área devem ser maciços e constantes, contemplando desde da formação humana a grandes investimentos em infraestruturas.

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  2. É notável o atraso que o Brasil tem em relação ao comércio exterior que mediante ao poder de exportação que o país possui,é possível perceber o potencial que o país obtém em sua matéria prima.Infelizmente a estrutura dada ao comércio exterior no país não é das melhores retardando o processo de crescimento na gestão logística nessa área,que é muito vasta e essencial dentro de qualquer mercado.

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  3. Sendo um dos maiores países do mundo o espaço que o Brasil ocupa no comércio internacional não atinge nem metade do que poderia com toda a capacidade que tem! Uma grande parte disso ocorre pela tamanha burocracia e diversos outros motivos governamentais, é certo que reformas precisam ser feitas, para impulsionar o país a alcançar seu potencial na área.

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  4. Espera – se que as reformas previstas pelo governo Michel Temer realmente sejam relevantes para o comércio exterior brasileiro. Solucionar gargalos referentes a estrutura facilitaria bastante o processo visto que infelizmente perde –se tempo considerável como o escoamento por falta de estrutura portuária. A ideia de livre comercio entre estados unidos e Alemanha também é ótimo visto que esses países são de grande importância para o Brasil. Se as ideias propostas pelo presidente realmente saírem do papel será de grande relevância visto que mudanças são necessárias e de extrema importância.

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