sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Guerra comercial entre potências econômicas pode apresentar riscos ao agronegócio brasileiro a longo prazo


A guerra comercial anunciada entre Estados Unidos e China pode representar um benefício imediato para o agronegócio brasileiro, com aumento das vendas de grãos para o mercado chinês. Mas, no médio e longo prazos, a disputa pode não ser tão benéfica em função da constatação de que a China vem trabalhando para diminuir sua dependência da compra de soja. A avaliação foi debatida no Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e B3 - Brasil Bolsa Balcão, em São Paulo.
Atualmente, a China só produz 15% do que consome, mas vem investindo em projetos de dessalinização de água e em energia solar para ampliar sua produção. Além disso, há a expectativa de que, no longo prazo, a esperada desaceleração econômica mundial acabe por afetar o crescimento de renda chinês, o que reduziria sua demanda.
Outro risco a ser enfrentado pelo Brasil com a disputa entre China e Estados Unidos é faltar derivados de soja no mercado doméstico para abastecer a indústria de proteína animal. De acordo com nota divulgada pelas entidades, como a China importa 70% do mercado mundial de soja e tem potencial para sugar toda a produção sulamericana, isso pode criar um problema para a indústria de carne. "Se vendermos toda nossa soja para China, talvez teremos de importar derivados de soja para atender a demanda interna", disse Paulo Sousa, diretor da Cargill, segundo a nota divulgada.
Fonte: Assessoria de imprensa Abag/B3
Data de publicação:10/08/2018

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