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A intenção da equipe econômica de Michel Temer de cortar subsídios pode não se concretizar no curto prazo. Para especialistas, o atual enfraquecimento político do governo federal aumenta o poder de barganha dos principais setores empresariais do País.
Desde que entrou no governo, em maio deste ano, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, promete uma revisão "rigorosa" das subvenções e subsídios federais, com corte de medidas que não produzam resultados.
Porém, na avaliação do professor de administração de Anhembi Morumbi, Osmar Visibelli, esse cenário dificilmente se concretizará no próximo ano. Apesar de ser contra a política de benefícios, ele comenta que a recessão que ainda persiste na economia brasileira gera um ambiente desfavorável para a retirada de subsídios.
"Soma-se à crise econômica o fato de o governo Temer ter se enfraquecido muito [nos últimos dias]. Não é impossível que essa fragilidade faça o governo se dobrar aos interesses setoriais para poder comprar apoio, principalmente aos interesses da agropecuária, setor que é bastante forte no Brasil, e da indústria", analisa Visibelli, referindo-se ao pedido de impeachment contra Temer protocolado na última segunda pelo PSOL. A tese da solicitação é de que Temer tenha cometido crime de responsabilidade ao pressionar o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero para liberar a construção de uma obra em Salvador, conforme noticiado pelo jornal DCI.
Fonte: DCI
Data da publicação: 30/11/2016
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